A aldeia mineira do Lousal localiza-se, geologicamente, na Faixa Piritosa Ibérica. Em plataforma de outeiro, constituindo vários núcleos, a povoação mineira desenvolveu-se em diversos espaços.
O projeto Relousal permitiu a formação profissional de antigos trabalhadores, levou a cabo a requalificação do espaço urbano, minimizou o impacte ambiental dos antigos trabalhos mineiros e promoveu o património natural, científico e cultural da aldeia, com a criação de um Centro de Artesanato, a reabilitação do antigo Mercado e da casa da Direção – transformada em hotel rural –, e a abertura, em 2001, do Museu Mineiro, instalado na antiga central elétrica. O Núcleo da Central Elétrica conserva grande parte do equipamento, tal como, motores, compressores, e outros.
Outros recursos: em 2010 foi inaugurado o Centro de Ciência Viva do Lousal – Mina de Ciência e, em 2015, abriu ao público a Galeria Waldemar.
Tipo de sítio
Arquitetura industrial / mina e outras construções subsidiárias ao funcionamento desta indústria extrativa / áreas residenciais de pessoal da mina
Horário
Corta mineira e cementação: Visita livre
Centro Ciência Viva : 3ª feira a domingo (inclui feriados, sendo 22 de outubro feriado municipal) – 10h00 – 18h00
Encerra nos dias 24, 25 e 31 de dezembro e 1 de janeiro
Galeria Waldemar: Período escolar: sábados e domingos às 10h30
Período não escolar: diariamente às 10h30
Museu Mineiro do Lousal: 11h00 | 14h00 | 16h30
Ingresso
Pago.
Acessibilidade
Restrições a pessoas com mobilidade condicionada.
O espaço exterior e envolvente do Centro Ciência Viva e Museu Mineiro do Lousal apresenta algumas restrições a pessoas com mobilidade condicionada.
Locais de exposição do espólio
Corta mineira e cementação | Centro de Ciência Viva do Lousal | Galeria Waldemar | Museu Mineiro
Contactos
Tel.: (+351) 269 750 520
E-mail: acolhimento@lousal.cienciaviva.pt
Site: https://lousal.cienciaviva.pt/museu-mineiro/
Localização
Município de Grândola | Freguesia de Azinheira dos Barros e São Mamede do Sádão | Aldeia do Lousal
Georreferenciação: 38.03629, -8.42599
Os vestígios arqueológicos levam a crer que os inícios da exploração mineira remontem ao Calcolítico (3000-2000 a.C.), existindo ainda testemunhos arqueológicos de atividade mineira em período romano.
1881 – A “descoberta” foi registada por um lavrador local, dando-se assim início à exploração do jazigo do Lousal no período contemporâneo.
1885 – A concessão foi transmitida ao engenheiro de minas Alfredo Masson (até 1899).
Séc. 20, desde inícios até meados de 1930 – Concessão atribuída a Guilherme Ferreira Pinto Basto e a Waldemar d’Orey que, em 1910, formaram a Sociedade Minas dos Barros, Lda. que ficou com a concessão até 1933.
Durante este período a exploração esteve a cargo da firma Henrique Burnay & Compagnie (1914-1924) e, mais tarde, da Sociedade Mines d’Aljustrel (1934-1936) que implementa uma exploração mais intensa, uma vez que as pirites cupríferas assumiram grande importância, devido à procura do ácido sulfúrico a partir do qual se obtinham outros produtos químicos com aplicação quer na indústria, quer na agricultura.
1937 – Concessão e exploração pela Societé Anonyme Mines et Industries.
1945 – Aquisição pela SAPEC, que explorou a mina até 1988, data do seu encerramento.
Década de 1990 – Após um período de quase abandono, o município de Grândola, junto com a SAPEC, criou um projeto –Programa do revitalização e desenvolvimento integrado do Lousal (RELOUSAL) – para a sua dinamização e reabilitação, enfatizando as componentes museológica, cultural e turística.
2001 – Inauguração do Museu Mineiro do Lousal, primeiro museu mineiro no país, integrado num projeto integrado de recuperação das antigas minas do Lousal instalado na antiga central elétrica, resultado de uma parceria entre a Fundação Frédéric de Velge e a Câmara Municipal de Grândola. Este museu foi, entretanto, objeto de profundas obras de requalificação e reaberto 2024.
2010 – Inauguração do Centro de Ciência Viva do Lousal – Mina de Ciência.
2015 – Inauguração da Galeria Waldemar.
CUSTÓDIO, Jorge (1993) – As Minas Abandonadas do Ponto de Vista da Arqueologia Mineira e Industrial. Separata do Boletim de Minas, vol. 30, no 2, Lisboa: Instituto Geológico e Mineiro.
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RELVAS, J.M.R.S.; Pinto, A.; Fernandes, C.; Matos, J.X.; Vieira, A.; Mendonça, A.; Malha, C.; et al. “Lousal: An old mine, a recent dream, a new reality | Lousal: Uma antiga mina, um sonho recente, uma nova realidade”. Comunicacoes Geologicas 101 Special Is (2014): 1345-1347.
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