Museu “A Estação”


Em junho de 2021, foi inaugurado o polo do Museu Municipal de Palmela – A Estação, em edifício subconcessionado ao município pela Infraestruturas de Portugal, SA / IP Património. Instalado na zona central do piso térreo da antiga Estação do Pinhal Novo, parte do cais de embarque e a fachada com os painéis azulejares, este espaço visa evocar a identidade da comunidade ferroviária local e destacar a importância que a atividade ferroviária teve para o desenvolvimento do território municipal e para o surgimento da vila de Pinhal Novo, contribuído para o processo que conduziu à restauração do concelho de Palmela em 1926.
Este novo museu exibe um importante espólio composto por objetos, documentação e fotografias doadas ao Museu Municipal de Palmela ou depositadas por antigos ferroviários e suas famílias, salvaguardando e valorizando a história da estação, os testemunhos orais e a investigação historiográfica sobre as linhas férreas, apresentando ainda informação sobre a freguesia e as tradições ‘caramelas’, associadas à agricultura, evocando a colonização do território a partir do século XIX, na herdade de Rio Frio.

Tipo de sítio

Arquitetura civil / estação ferroviária | transportes
Museu Municipal de Palmela / Museu A Estação

Categoria de Proteção: Torre de Sinalização e Manobra da Estação – Categoria: IM – Interesse Municipal, Deliberação da Assembleia Municipal de Palmela de 25 junho 2002

Horário

De 3ª feira a domingo, das 10h.00 às 12h.00 e das 14h.00 às 18h.00 (no inverno encerra às 17h.00).
Encerra à 2ª feira e feriados (1 de junho é feriado municipal e data de aniversário do polo museológico).

Ingresso

Gratuito.

Acessibilidade

Instalado no piso térreo do antigo edifício de passageiros e gare, não apresenta restrições a pessoas com mobilidade condicionada.
Visando a exploração do património azulejar da estação, é disponibilizado ao visitante audioguia com audiodescrição e interpretação Língua Gestual Portuguesa (mediante inscrição prévia). Alguns dos painéis informativos e algumas tabelas de objetos, que se encontram quer no interior do edifício quer na gare, dispõem de linguagem braille associada.

Locais de exposição do espólio

A exposição encontra-se instalada na zona central do piso térreo do edifício de passageiros e gare da antiga estação ferroviária, em Pinhal Novo.

Contactos

As informações e marcações para visita deverão ser feitas através de:
Telefone: (+351) 212 384 171
E-mail: patrimonio.cultural@cm-palmela.pt

Localização

Município de Palmela | Junta de Freguesia de Pinhal Novo  |  Largo José Maria dos Santos – Pinhal Novo
Georreferenciação: 38.63029, -8.91529

Cronologia

1857 – Construída pela Companhia Nacional de Caminhos de Ferro do Sul do Tejo, a estação de Pinhal Novo situava-se no lanço da Linha do Alentejo entre Barreiro e Bombel. Volvido quatro anos, entrou ao serviço o ramal desta linha entre Pinhal Novo e Setúbal e acrescentou-se ao percurso, na linha do Alentejo, o troço Bombel-Vendas Novas.

1868 – Inauguração do edifício de passageiros da estação ferroviária de Pinhal Novo, de um só piso e dois telheiros virados a sul e a norte, integrado naquele que era considerado o entroncamento ferroviário a sul do Tejo (integrada na Linha do Alentejo, funciona como interface com a Linha do Sul).

1895 – Dado o crescente tráfego de passageiros e de mercadorias, o edifício foi ampliado, passando a garantir maiores áreas quer para habitação do chefe de Estação e de pessoal de serviço à estação, quer para as salas de espera de passageiros, restaurante e cantina.

1908 – Com início na gare de Pinhal Novo, foi aberto à exploração o ramal do Montijo (Aldeia Galega).

1932 – Com a abertura da via dupla em 1932, entre Pinhal Novo e o Lavradio, a importância deste entroncamento ferroviário cresce e a infraestrutura adapta-se e ganha nova feição.

1933 – Face às necessidades decorrentes do desenvolvimento da atividade ferroviária no Pinhal Novo, de acordo com o projeto elaborado pelo engenheiro e arquiteto Perfeito de Magalhães (1880-1958), procede-se à modernização das instalações para trabalhadores e utilizadores deste meio de transporte, com a construção de um amplo edifício de passageiros com dois pisos, de um pavilhão para instalações sanitárias e de novas casas de função, procedendo-se ainda ao aumento do número de linhas.

1935 – Concluído o edifício de passageiros da Estação de Pinhal Novo, incluindo cais para passageiros e mercadorias – dotado de quatro plataformas para seis linhas férreas -, além de outras construções subsidiárias ao funcionamento da estação.

1938 Inauguração da torre de sinalização e controlo ferroviária, da autoria do arquiteto José Cottinelli Telmo, que desenvolveu o projeto em 1936, adequando-o à exiguidade do espaço disponível entre linhas; a torre ou cabine, com equipamento de sinalização eletromecânica Siemens, funcionou até 2004.

Ainda em 1938, o edifício de passageiros recebe 25 painéis de azulejos de composição figurativa de cunho historicista e folclorizante, representando diversas paisagens da zona da Arrábida e Rio Frio; produzidos na antiga Fábrica Constância – Faiança Battistini de Maria de Portugal / Fábrica de Cerâmica de Lisboa.

1946 – A estação recebeu o 2.º Prémio no Concurso das Estações Floridas atribuído pelo Secretariado Nacional de Informação (S.N.I.). Nas décadas seguintes, a estação foi agraciada com primeiros prémios análogos, cujas placas podem ser observadas no atual edifício.


2001 – No âmbito da eletrificação da via férrea foi construída uma nova estação, tendo sido preservado o edifício de passageiros da antiga gare, embora sacrificando a área ajardinada.

Bibliografia

BARRENTO, Nuno Silvério (2018) – A Sinalização Ferroviária de Portugal – Vol. I – Sistemas Elétricos e Eletromecânicos, s/l: APAC – Associação Portuguesa dos Amigos dos Caminhos de Ferro.

CALADO, Rafael, ALMEIDA e Pedro Vieira de (2000) Aspectos azulejares na Arquitectura Ferroviária Portuguesa. Edição CP Caminhos de Ferro Portugueses, Lisboa.

CAVALEIRO, Luís (1939) “A nova estação de Pinhal Novo”. Boletim CP – Órgão de instrução profissional do pessoal da companhia, n.º 122, agosto1939, pp. 161-167.

MORGADO Jr., António Carlos et all (1994) “Almada Velha: uma experiência de recuperação”. Actas I Encontro Ibérico de Municípios com Centro Histórico. Santarém, 6-8 de Novembro de 1992, Santarém.

ROSENDO, M. Teresa (Coord.) (2003) – Memórias de Ferroviários em Pinhal Novo – Para a História da Vila e da Comunidade Ferroviária, Palmela: Câmara Municipal/ Divisão de Património Cultural.

SERRÃO, Vítor e MECO; José (2007) Palmela Histórico-Artística. Um inventário do Património concelhio. Palmela/Lisboa: C.M.Palmela/Ed. Colibri.

Palmela. Museu Municipal – Museu A A Estação [Pinhal Novo], folheto

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