Sítio fortificado localizado em uma área culminante da Serra do Louro com extenso domínio visual, que atinge, para norte, o sistema estuarino do Tejo e, a sul, o rio Sado. A mais antiga ocupação do Castro de Chibanes remonta ao Calcolítico e Bronze antigo, entre 2900 e 1800 a.C. Abandonado no final do Horizonte Campaniforme (Bronze antigo), o local foi reocupado, graças às suas boas condições geoestratégicas, na II Idade do Ferro (sécs. III – primeira metade do II a.C.) e no período romano-republicano (segunda metade do séc. II a cerca de 40 a.C.). A fortificação do período romano-republicano parece ter sido construída no decurso de campanhas militares da conquista romana do Ocidente hispânico. A instalação de uma guarnição militar neste ponto central da Península de Setúbal assegurava o controlo visual sobre os estuários dos rios Sado e Tejo. As construções militares da ocupação romano-republicana sobrepõem-se e adossam-se à muralha da Idade do Ferro destruída em altura, e organizam-se sob a forma de dois “fortins”. O castro de Chibanes foi classificado como Sítio de Interesse Público, em 2011.
Trabalhos arqueológicos desenvolvidos pelo Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal, com o apoio da Câmara Municipal de Palmela
Tipo de sítio
Sítio arqueológico | sítio fortificado
Horário
Acesso público permanente.
O MAEDS – Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal faz visitas guiadas por marcação: https://maeds.amrs.pt/educacao/visitas-a-sitios-arqueologicos
Acessibilidade
Restrições a pessoas com mobilidade condicionada.
Locais de exposição do espólio
O espólio encontra-se em exposição no MAEDS – Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal e no Museu Municipal de Palmela – núcleo do Castelo.
Contactos
MAEDS:
Tel.: 265 239 365
E-mail: maeds@amrs.pt
Site: https://maeds.amrs.pt/educacao/visitas-a-sitios-arqueologicos
Localização
Município de Palmela | Serra do Louro. 2950 Palmela
Georreferenciação: 38.563769, -8.918819
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