As Grutas Artificiais da Quinta do Anjo são compostas por quatro hipogeus escavados no calcário brando da Arrábida durante o Neolítico Final, utilizados como espaço funerário até ao final do Horizonte Campaniforme (há 3900 anos). Apresentam topo aplanado, câmara subcircular dotada de abóbada com claraboia superior central, antecâmara de planta ovalada e corredor estreito com sentido descendente para a entrada da câmara. Serviram de local de enterramento e de rituais funerários a uma população que habitava os povoados circundantes. Forneceram espólio de grande interesse arqueológico, de cronologia entre o Neolítico Final e o Calcolítico, constituído por exemplares de indústria lítica (geométricos, pontas de seta), machados e enxós de pedra polida, placas de xisto, recipientes cerâmicos e artefactos em calcário (ídolos cilindro), em osso (botões e alfinetes). Sítio classificado como Monumento Nacional.
Tipo de sítio
Sítio arqueológico | grutas-necrópole artificiais
Horário
Acesso público permanente.
Ingresso
Gratuitas.
Acessibilidade
Acessível a pessoas com mobilidade reduzida.
Locais de exposição do espólio
Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal; Museu Geológico de Lisboa.
Contactos
Tel.: 21 233 66 40 (Museu Municipal de Palmela)
E-mail: patrimonio.cultural@cm-palmela.pt
Localização
Município de Palmela | 2950-731 Quinta do Anjo, Palmela
Georreferenciação: 38.56411, -8.93872
Costa, A. I. Marques da (1902-1910) – Estações pré-históricas dos arredores de Setúbal. Grutas Sepulchrais da Quinta do Anjo. O Archeólogo Português, VII-XV.
Fernandes, Isabel C. F. e Santos, Michelle T. (2008) – Carta Arqueológica do Concelho de Palmela. Roteiro da exposição: Palmela Arqueológica. Espaços, Vivências, Poderes. Palmela: Câmara Municipal de Palmela / Museu Municipal.
Ferreira, O. da V. (1966) – La Culture du Vase Campaniforme au Portugal. Memória, 12, N.S., Lisboa: Serviços Geológicos de Portugal.
Leisner, V. (1965) – Die Megalithgräber der Iberishn Halbinsel. Der Westen. Berlim: Walter de Gruyter & CO.
Leisner, V.; Zbyszewski, G.; Ferreira, O. da V. (1961) – Les Grottes Artificielles de Casal do Pardo (Palmela) et la Culture du Vase Campaniforme. Memória, 8, N.S., Lisboa: Serviços Geológicos de Portugal.
Pereira, M. A. H; Bubner, T. (1974-77) – Novos materiais de Palmela. O Arqueólogo Português, S. 3, 7-9, pp.113-124.
Santos, M. (2005) – A necrópole de hipogeus da Quinta do Anjo: breve resenha historiográfica, + museu, Boletim do Museu Municipal de Palmela, n.º 4, Palmela: Câmara Municipal de Palmela, pp. 10-12.
Santos, M. (2008) – Grutas Artificiais de Quinta do Anjo. Roteiro da exposição: Palmela Arqueológica. Espaços, Vivências, Poderes (coord. FERNANDES, I.C.F. e SANTOS, M. T.). Palmela: Câmara Municipal de Palmela, pp. 27-29.
Serra, M. e Santos, M. (2008) – Prospecção Geofísica no Monumento Nacional das Grutas Artificiais de Quinta do Anjo (Palmela). Relatório Final. Câmara Municipal de Palmela/Palimpsesto, Lda.
Serra, M.; Santos, M.; Jiménez, O. (2010) – Resultados dos trabalhos de prospecção geofísica nas grutas artificiais da Quinta do Anjo, Palmela. in + museu, boletim do Museu Municipal de Palmela, n.º 11, Maio de 2010. Câmara Municipal de Palmela;
Soares, J. (2003) – Os Hipogeus pré-históricos da Quinta do Anjo (Palmela) e as economias do simbólico. Setúbal: Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal.
Tavares da Silva, C.; Soares, J. (1986) – Arqueologia da Arrábida, n.º 15, Lisboa: S.N.P.R.C.N.

