O museu conserva e apresenta transportes de tração animal (bem como um trator representativo da evolução tecnológica que se produziu no trabalho dos campos em meados do séc. XX). No 1º andar encontram-se patentes ao público alfaias agrícolas e instrumentos utilizados nos trabalhos agrícolas.
O núcleo museológico integra ainda os equipamentos característicos de uma típica casa agrícola, designadamente os lagares de azeite e de vinho, a destilaria de aguardente vínica e a adega.
Através deste equipamento é possível acompanhar os processos tradicionais de produção e conservação do vinho, do azeite e da aguardente (através da utilização da tecnologia mais avançada do seu tempo), bem como o seu armazenamento. Na quinta eram ainda produzidos produtos fruto hortícolas, representados pela atual horta e pomar de citrinos. Todos os produtos ali produzidos destinavam-se, sobretudo, aos mercados da capital.
No lagar de vinho conservam-se as lagariças (depósitos de uva), prensa para esmagamento de engaço, esmagador de uvas, prensa hidráulica, quatro depósitos de fermentação em cimento e bomba de trasfega.
Para além do equipamento que constituía o lagar de azeite mecânico da 1ª metade do séc. XX (limpeza, moenda, prensagem e decantação), podemos observar, a partir do antigo motor a gasóleo, o sistema de transmissão de energia e de movimento, através de veios e de correias, aos diversos equipamentos que ali se encontram. O motor central foi, mais tarde, substituído por motor elétrico.
A destilaria foi adquirida mais tarde pela autarquia, semelhante ao equipamento de produção de aguardente anteriormente existente na quinta, sendo composto por caldeira, fornalha, vasos, prato e refrigerador.
Na adega, o vinho era armazenado em tonéis de grande capacidade e a aguardente num depósito de alvenaria.
No exterior, para além da horta, do pomar e de um espaço ajardinado, destacam-se um moinho de galgas construído pela Metalúrgica Duarte Ferreira, Tramagal, e o moinho de vento americano para captação e elevação da água do poço, para abastecimento de água ao sistema de rega.
Tipo de sítio
Arquitetura industrial / lagares de vinho e de azeite / destilação de aguardente / moinho de vento americano
Categoria de Proteção: Incorporado na ZEP Igreja da Atalaia.
Horário
Horário: de 3.ª a sexta-feira: 09h00-12h30 / 14h00 – 17h30; Sábado – 14h00-18h00.
Encerra à 2ª feira, domingo e feriados (29 de junho é feriado municipal).
Ingresso
Gratuito.
Acessibilidade
Acessível a pessoas com mobilidade condicionada.
A zona da destilaria o acesso, é possível, a partir do exterior.
Locais de exposição do espólio
O Museu Agrícola da Atalaia, instalado numa parcela de uma antiga quinta de exploração agrícola) é um testemunho do passado agrícola e da prática de técnicas e saberes tradicionais aplicados sobretudo ao azeite e vinho, que contribui para promover, conservar e divulgar os bens culturais relacionados com a vida rural que marcam a história social e económica do concelho do Montijo.
Contactos
Tel.: (+351) 212 314 667
E-mail: museu.se@mun-montijo.pt
Site: https://www.mun-montijo.pt/poi-34/8-museu-agricola-da-atalaia
Localização
Município do Montijo | União das Freguesias de Atalaia e Alto Estanqueiro-Jardia | Largo da Feira – 2870-706 Atalaia
Georreferenciação: 38.70828, -8.9232
Séc. XVIII – Primeiros vestígios de edificado de uma quinta de exploração agrícola.
1874 – Data do primeiro documento conhecido que descreve a Quinta da Atalaia.
Séc. XX – Ampliação de uma antiga casa de habitação, hoje edifício principal do museu.
1990 – Os antigos campos de cultivo da quinta, olival, vinha, pomar e hortas, foram objeto de loteamento urbano.
1997 – Parte da área residencial da Quinta Nova da Atalaia foi doada à Câmara Municipal do Montijo pelos seus últimos proprietários, a família Santos Fernandes.
Neste mesmo ano foi inaugurado o Museu Agrícola da Atalaia (atualmente inserido no perímetro urbano da localidade).
2009 – Requalificação do museu no âmbito do conceito de museu de sítio com exposição temática agrícola do concelho.
– Brochura do Museu Agrícola da Atalaia, Montijo: Câmara Municipal, 2017.
– BARROS, H. (2011). Monografia de Atalaia (1.ª ed., pp. 92–97). Câmara Municipal do Montijo.
– COSTA, Pe. Manuel Frederico Ribeiro da (1887) – Narrativa histórica da imagem de Nossa Senhora da Atalaya…Ed.fac-similada, Câmara Municipal de Montijo, 2007.



